José de Alencar – BIografia

José de Alencar foi uma das figuras mais importantes da literatura brasileira e contribuiu veementemente com obras de romance. Para além, o escritor teve papel relevante na política e atuou como jornalista em importantes veículos de comunicação da época em que viveu.

As obras de José de Alencar contribuíram para que ele fosse escolhido como patrono da cadeira fundada por Machado de Assis, outro grande escritor brasileiro, na Academia Brasileira de Letras. Apesar da trajetória e influência o dramaturgo faleceu cedo, aos 48 anos, vítima de tuberculose.

Infância e Adolescência

Nascido em 1 de maio de 1829, na cidade de Messejana, Ceará, José Martiniano de Alencar Júnior era filho do sacerdote José Martiniano de Alencar, também senador e governador do Ceará, e Ana Josefina de Alencar, primos de primeiro grau.

Alencar foi o primogênito de doze irmãos e cresceu diante do cenário político onde D. Pedro I deixaria o comando do império ao filho D. Pedro II. A família se mudou para o Rio de Janeiro, então capital do Império, e aos 10 anos Alencar ingressou no Colégio de Instrução Elementar.

Depois, em São Paulo, iniciou os estudos na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco aos 14 anos. Sob influência das obras de Joaquim Manuel de Macedo Alencar pegou gosto pela leitura e decidiu ser escritor.

Aos 18 anos lançou o romance “Os Contrabandistas”, inacabado, e foi para Pernambuco onde terminou a faculdade em. Quando retornou para São Paulo José de Alencar já tinha dado início às obras “Alma de Lázaro” e “O Ermitão da Glórias”, mas as publicações foram feitas somente anos mais tarde.

Jornalismo e Romance

Com cerca de 21 anos Alencar estava de volta ao Rio de Janeiro e iniciou os trabalhos como crítico e jornalista no Correio Mercantil. Na seção “Ao Correr da Pena” ele comentava de questões sociais, políticas e culturais.

Aos 22 anos se tornou gerente e redator-chefe do “Diário do Rio” e publicou seu primeiro romance “Cinco Minutos”. Posteriormente, em 1857, José de Alencar deu início ao que viria a ser uma de suas maiores obras em forma de livro, passou a publicar em forma de folhetim “O Guarani”, um romance até hoje conhecido.

Política

Em 1958 deixou a carreira de jornalismo para começar a vida na política. O primeiro cargo foi de Chefe de Secretaria do Ministério da Justiça, além de atuar como consultor e ter o título de Conselheiro.

Em 1859, após a morte do pai, José de Alencar se candidatou para o cargo de Deputado Estadual pelo Ceará sendo reeleito por quatro mandatos consecutivos. Em paralelo à vida política, Alencar mantinha a paixão pela literatura dando vida para a obra “Iracema”.

Em 1864 José de Alencar se casou com Georgiana Augusta Cochrane, mas sua vida amorosa nunca foi aberta ao pública. Apenas sabe-se que eles tiveram quatro filhos, entre eles Mário Alencar que seguiu os passos literários do pai.

Usando um pseudômino, em 1865, Alencar publicou “Cartas de Erasmo”. Essas obras propunham a abolição gradativa do sistema escravocrata. Mesmo não concordando com as ideias do escritor D. Pedro II aceitou Alencar como Ministro da Justiça do Império.

Em 1870 Alencar foi escolhido como senador do Ceará, mas não assumiu a posição devido aos conflitos com o então Ministro da Marinha. Com isso, voltou para a Câmara e permaneceu por lá até 1877 quando rompeu com o partido Conservador.

Morte

Com o passar dos anos José de Alencar foi ficando triste e desiludido, mas não deixou de escrever e publicar suas obras, nem mesmo quando atuava como jornalista e político. Em 1877, mais precisamente em 12 de dezembro, Alencar foi acometido pela tuberculose e acabou falecendo aos 48 anos de idade na cidade do Rio de Janeiro.

Biografia Resumida

  • 1829 – nascimento de José de Alencar;
  • 1843 – entra para a faculdade de Direito;
  • 1850 – trabalha como crítico e jornalista;
  • 1857 – escreve a obra “O Guarani”;
  • 1958 – começa a carreira política;
  • 1864 – casa com Giorgiana;
  • 1877 – rompe com o partido Conservador;
  • 1877 – morre vítima de tuberculose.

Obras

Entre as principais obras de José de Alencar estão:

  • O Guarani, romance, 1857;
  • A Viuvinha, romance, 1860;
  • Iracema, romance, 1865;
  • A Guerra dos Mascate, romance, 1873-1874;
  • O Sertanejo, romance, 1875;
  • Entre muitos outros.

Até hoje as obras de Alencar são referências para os especialistas e estudiosos, pois são numerosas e de alta qualidade. Além disso, os livros serviram para constituir parte do romance brasileiro literário.

Gilmar Penter

Fotógrafo, ator e comunicador é apaixonado pelas artes e pela aventura que é a vida. Nas palavras, vê uma chance de mudar o mundo, mesmo que para isso tenha que vir até ele, afinal, passa muito mais tempo no mundo da lua.

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