Biografia Fernando Pessoa → Resumo da Vida, Obra e Características

Fernando Pessoa, cujo o nome completo era Fernando Nogueira Antônio Pessoa foi um dos mais famosos poetas da língua portuguesa. Ele também atuava como filósofo, inventor, astrólogo, dramaturgo, tradutor e crítico literário.

Nasceu em 1888 no dia 13 de Junho na cidade de Lisboa – Portugal, entretanto, aos seis anos de idade se mudou com a família para a África do Sul onde ficou até 1903 e retornou a Portugal sozinho, em 1905 entrou para a Faculdade de Letras no curso de Filosofia, no entanto, não concluiu os estudos.

Biografia de Fernando Pessoa

Fernando Pessoa No ano de 1901 Fernando Pessoa redigiu seus primeiros poemas no idioma em Inglês, isso ocorreu antes de voltar a Lisboa em 1903. Quando completou 20 anos de idade, começou a escrever poesias e prosas no idioma Português.

Em 1907 o poeta estreou como crítico literário em uma revista chamada ” Águias e Poemas”. Em 1915 foi líder de um grupo em uma importante revista “Orpheu”, cujo tinha profissionais como Raul Leal, Mário de Sá Carneiro e Almada Negreiros.

Apesar da Revista Orpheu ter sido uma grande inovação futurista e que defendia a liberdade de expressão em Portugal em um época conturbada, a mesma  não durou muito. Entretanto, enquanto existiu, Fernando Pessoa publicou muitos poemas que deixaram a sociedade conservadora da época escandalizada, como por exemplo: “Ode Triunfal” que causou alvoroço nas ruas.

O poeta morreu jovem, exatamente no dia 30 de Novembro de 1935, aos 47 anos. Um dia anterior ele havia sido internado no Hospital São Luis dos Franceses em Lisboa por conta de uma crise no fígado.A causa da morte foi cirrose hepática.

Para Fernando Pessoa, a morte era um tema presente em suas obras, por isso, ele era uma pessoa que se dedicava a arte e jamais tinha apego com coisas materiais, cargos ou carreira.

O poeta viveu a vida de forma modesta em um quarto em Lisboa, era uma pessoa melancólica e introvertida, gostava de viver sozinho. A única ligação afetiva conhecida foi Ofélia Queiroz com que ficou durante 2 anos. Ele simplesmente desprezava o que se chamava de ” vida normal”.

Fernando Pessoa criava heterônimos, ou seja, outras personalidades que tinham vida própria, são eles:

  • Ricardo Reis – Defensor da monarquia
  • Alberto Caeiro – Formação educacional simples
  • Álvaro de Campos – Engenheiro Português e com educação inglesa

Fernando Pessoa Biografia

Obras de Fernando Pessoa

Prosas

Poesias

Poesias do heterônimo Alberto Caeiro

Poesias do heterônimo  Álvaro de Campos

  • Acaso
  • Adiamento
  • Acordar
  • Ah, Onde Estou
  • Ali Não Havia
  • Afinal
  • A Frescura
  • A Fernando Pessoa
  • Ao Volante
  • Ah, Perante
  • Ah, Um Soneto
  • Aniversário
  • Bicarbonato de Soda
  • A Casa Branca Nau Preta
  • Apostila
  • Barrow-on-Furness
  • às Vezes
  • Começa a Haver
  • Chega Através
  • Clearly Non-Campos
  • O Binômio de Newton
  • Começo a conhecer-me. Não existo
  • Cartas de amor
  • Datilografia
  • Datilografia
  • Conclusão a sucata !… Fiz o cálculo
  • Cruz na Porta
  • Contudo
  • Demogorgon
  • Cruzou por mim, veio ter comigo, numa rua da Baixa
  • Dela Musique
  • Depus a Máscara
  • Dobrada à morda do Porto
  • O Descalabro
  • Desfraldando ao conjunto fictício dos céus estrelados
  • O Esplendor
  • Estou Cansado
  • Dois Excertos de Odes
  • Insônia
  • Esta Velha
  • Lisbon Revisited – l923
  • Lisbon Revisited – 1926
  • Domingo Irei
  • Há mais
  • Estou
  • Eu
  • Faróis
  • Escrito Num Livro Abandonado em Viagem
  • Lisboa
  • Gostava
  • O florir
  • O frio especial
  • Mestre
  • Na noite terrível
  • Na véspera
  • The time

Poesias do heterônimo   Ricardo Reis

  • A flor que és
  • Abelha
  • A cada qual
  • Acima da verdade
  • Aqui
  • Ao longe
  • Antes de npos
  • Anjos ou Deuses
  • A palidez do dia
  • As rosas
  • Azuis aos montes
  • Breve ao dia
  • A nada imploram
  • Atrás não torna
  • Cancioneiro
  • Da Nossa semelhança
  • Dia após dia
  • Do que quero
  • Tão suave
  • Flores
  • Frutos
  • Gozo sonhado
  • Melhor destino
  • Não quero, Cloe, teu amor, que oprime
  • Não só quem nos odeia ou nos inveja
  • Não quero recordar nem conhecer-me
  • Não Sei se é Amor que tens
  • Pois que nada que dure, ou que, durando
  • Quem diz ao dia, dura! e à treva, acaba!
  • Tudo que cessa

Conheça também a história de vida de outros escritores:

Frases de Fernando de Pessoa

Frase Fernando Pessoa

Quem tem alma não tem calma

Frase Fernando Pessoa

Põem o quanto és no mínimo que fazes

Frase Fernando Pessoa

Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. Á parte disso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Fernando Pessoa

A liberdade é a possibilidade do isolamento. Se te é impossível viver só, nasceste escravo.

Fernando Pessoa

Podemos vender nosso tempo, mas não podemos comprá-lo de volta

 

  • Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena
  • Às vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido
  • Tenho em mim todos os sonhos do mundo
  • Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens
  • Amo porque te amo e sei que por amor te amo
  • Quando te vi amei-te já muito antes. Tornei a achar-te quando te encontrei. Nasci para ti antes de haver o mundo. 
  • O próprio viver é morrer, porque não temos um dia a mais na nossa que vida que não tenhamos, nisso, uma dia a menos nela.
  • Matar o sonho é matarmo-nos. É mutilar nossa alma. O sonho que temos de realmente nosso, de impenetravelmente e inexpugnavelmente nosso. 
  • Sentir é criar, é pensar sem ideias, e por isso sentir é compreender visto que o Universo não tem ideias. 

Rafaela Trevisan Cortes

Rafaela Trevisan Cortes, jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Revoltada por natureza, vê na comunicação uma oportunidade de extravasar a sua paixão por curiosidades, arte e conhecimento.

Conheça Mais Sobre o Autor

Deixe seu Comentário

WebGo Content