Cora Coralina – Biografia Resumida, Características, Principais Fatos e História

Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas foi uma poetisa, contista e escritora brasileira. É considerada uma das mais importantes poetisas de língua portuguesa do século XX.

Mais conhecida como Cora Coralina, seu pseudônimo, foi uma mulher simples, que sempre viveu longe dos grandes centros urbanos. Sua obra foi descoberta tardiamente, e seu primeiro livro foi publicado quando ela já contava com quase 76 anos de idade.

Juventude e Primeiros Textos

Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas nasceu na cidade de Goiás, em 20 de agosto de 1889. Era filha de Francisco de Paula Lins dos Guimarães Peixoto e de dona Jacinta Luíza do Couto Brandão.

Cora Coralina tinha pouco estudo, uma vez que frequentou apenas as primeiras quatro série do ensino, mas isso não a impediu de escrever. Seus primeiros textos foram escritos por volta dos 14 anos de idade, sendo publicados posteriormente nos jornais da cidade de Goiânia e região.

cora coralina na juventude

Aos 18 anos, ela publica um seminário intitulado “A Rosa”, junto com suas amigas Leodegária de Jesus, Rosa Godinho e Alice Santana.

Em 1911, casou-se com o advogado Cantídio Tolentino de Figueiredo Bretas, mudando-se para o estado de São Paulo, vivendo inicialmente no município de Jaboticaba. Junto com o marido, teve seis filhos: Paraguaçu, Enéias, Cantídio, Jacintha, Ísis e Vicência. Ísis e Enéas morreram logo depois de nascer. Em 1924, mudou para São Paulo, e seu filho Cantídio participou da Revolução Constitucionalista de 1932.

Com a morte do marido, em 1934, passou a trabalhar como vendedora de livros. Posteriormente, mudou-se para Penápolis, no interior do estado, onde passou a produzir produtos caseiros, como doces e linguiça. Mudou-se posteriormente para Andradina, e, em 1956, retorna a Goiás. Durante todo esse período, ela continuou escrevendo seus poemas e contos.

Reconhecimento Nacional

A poetisa já era relativamente conhecida em Goiás, mas até então, não tinha nenhuma publicação. Isso só mudaria em 1965 com a publicação de Poemas dos Becos de Goiás e estórias mais, lançado pela Editora José Olympio.

O reconhecimento nacional só viria dois anos depois, com o lançamento da segunda edição do mesmo livro, desta vez publicado pela editora da Universidade Federal de Goiás, uma edição que contava com capa e ilustrações feitas pela famosa artista Maria Guilhermina. Essa segunda edição recebeu elogios de Carlos Drummond de Andrade em um texto publicado no Jornal do Brasil em 1980.

A partir de então, várias de suas obras passaram a ser publicadas, permitindo que Cora Coralina se torna-se uma referência em poesia em todo o país. Cora Coralina faleceu em Goiânia, aos 95 anos, de pneumonia. A casa em que viveu a maior parte de sua vida, na Cidade de Goiás foi transformada num museu em homenagem à sua história de vida e produção literária.

cora coralina - vida e obra

Prêmios Recebidos

Cora Coralina recebeu o título de Doutor Honoris Causa da UFG (Universidade Federal de Goiás), em 1983, e no mesmo ano, foi eleita intelectual do ano e contemplada com o Prêmio Juca Pato da União Brasileira dos Escritores. Postumamente, em 1999, a sua principal obra, Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais, foi escolhida através de um júri organizado pelo jornal O Popular, de Goiânia, como uma das 20 obras mais importantes do século XX. Em 2006 ela recebeu a condecoração de Ordem do Mérito Cultural, que é entregue pelo Governo Federal para brasileiros e estrangeiros que contribuíram com a cultura brasileira.

Principais Obras Publicadas

  • Poemas dos Becos de Goiás e estórias mais (poesia), 1965;
  • Meu Livro de Cordel, (poesia), 1976;
  • Vintém de Cobre – Meias confissões de Aninha (poesia), 1983;
  • Estórias da Casa Velha da Ponte (contos), 1985;
  • Meninos Verdes (infantil), 1986 (publicação póstuma);
  • Tesouro da Casa Velha (poesia), 1996 (publicação póstuma);
  • A Moeda de Ouro que o Pato Engoliu (infantil), 1999 (publicação póstuma);
  • Vila Boa de Goiás (poesia), 2001 (publicação póstuma);
  • O Prato Azul-Pombinho (infantil), 2002 (publicação póstuma).

Rafaela Trevisan Cortes

Rafaela Trevisan Cortes, jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Revoltada por natureza, vê na comunicação uma oportunidade de extravasar a sua paixão por curiosidades, arte e conhecimento.

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