Biografia de Cecília Meireles → Resumo da Vida, Obra e Características

Cecília Meireles foi uma das maiores poetisas da história do Brasil. Foi também jornalista, pintora e professora, tendo defendido reformas na educação brasileira, além de difundir a cultura brasileira para diversos outros países.

Considerada por muitos como a primeira mulher brasileira a ganhar destaque na literatura, lançou em vida diversas obras, desde coletâneas de poesia até crônicas infantis.

Ficou interessando e quer saber um pouco mais sobre a vida de Cecília Meireles? Pois continue lendo esta biografia que preparamos para você!

Biografia de Cecília Meireles

Cecília Benevides de Carvalho Meireles nasceu no dia 7 de novembro de 1901, no Rio de Janeiro, no bairro Rio Comprido. Foi filha de Alberto de Carvalho Meireles, funcionário do Banco do Brasil, e Mathilde Benevides Meirelles, professora do ensino primário.

Cecília Meireles perdeu seus pais muito cedo. Seu pai morreu três meses antes de seu nascimento e sua mãe faleceu quando ela tinha três anos. Com isso, ficou aos cuidados da avó materna, Jacinta Garcia Benevides, portuguesa da Ilha dos Açores,por quem foi educada.

Fez o curso primário na Escola Municipal Estácio de Sá, onde se formaria em 1910. Nessa escola, já deu indícios de seu brilhantismo, recebendo das mãos do próprio Olavo Bilac uma medalha por seu desempenho nos estudos. Além disso, nessa época, a jovem já escrevia seus primeiros versos.

Ingressa, então, na Escola Normal do Distrito Federal, onde forma-se, em 1917, passando a dedicar-se ao magistério, à literatura e ao jornalismo.

Cecília Meireles Biografia

Primeiras obras

Dois anos após, em 1919, então com 18 anos, publica seu primeiro livro: Espectros, uma coleção de 17 sonetos de teor histórico e religioso. O livro já possuía alguns traços do simbolismo.

Em 1920, lança Nunca mais… E Poema dos Poemas, coletânea de 21 poemas e 6 sonetos, todos de caráter simbolista.

Em 1922, casa-se com Fernando Correia Dias, artista plástico português que vivia no Brasil. Com ele, Cecília Meireles teria três filhas: Maria Elvira, Maria Mathilde e Maria Fernanda.

Nesse mesmo ano, passou a integrar o grupo da revista Festa, dirigido por Tasso da Silveira, que almejava ressuscitar traços da poesia simbolista com uma abordagem espiritualista. Cecília colaborou na edição de algumas edições da revista, sofrendo bastante influência das ideias simbolistas.

Em 1924, publica Criança, Meu Amor, uma coletânea lúdica de crônicas voltada a crianças.

Preocupação com os estudos

Em 1930, Cecília Meireles começou a escrever para o Diário de Notícias. Escreveu, nesta época, diversos textos denunciando os problemas da educação brasileira, com a qual sempre se preocupou.

Essa ostensiva campanha por uma reforma educacional duraria até 1934, ano em que viajaria para Portugal, a convite do governo do país, participando de uma série de conferências nas quais apresentou um pouco da literatura brasileira. Antes, entretanto, inauguraria a primeira biblioteca infantil no Rio de Janeiro.

Em 1935, Fernando Correa Dias, seu marido, com quem havia se casado em 1922 e que sofria de depressão, suicida-se.

Anos finais e morte

Ainda em 1935, é nomeada professora de Literatura Luso-Brasileira da Universidade do Distrito Federal, onde ficaria até 1938.

Em 1939, publicou o livro Viagem, cujo estilo destoava um pouco do simbolismo, aproximando-se mais do modernismo brasileiro. Com esse livro, Cecília Meireles foi galardoada com o prêmio de poesia da Academia Brasileira de Letras.

No ano seguinte, em 1940, tornou-se professora de Literatura e Cultura Brasileira na Universidade do Texas. Nesse mesmo ano, casa-se pela segunda vez, dessa vez com Heitor Grilo, professor e engenheiro agrônomo.

Em 1942, foi nomeada sócia-honorária do Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro. Ao longo da década de 40, viajou frequentemente para outros países, difundindo a cultura e a literatura brasileira. Passou pelo México, Uruguai, Argentina, Índia e alguns países europeus.

Cecília Meireles faleceu no dia 9 de novembro de 1964, aos 63 anos, vítima de câncer.

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Lista de Obras de Cecília Meireles

Poesia:

Prosa:

Frases da autora

Frase Cecília Meireles

Se em um instante se nasce e um instante se morre, um instante é o bastante pra vida inteira.

Frase Cecília Meireles

Aprendi com as primaveras a deixar-me cortar e a voltar sempre inteira.

Frase Cecília Meireles

Não sou alegre nem sou triste:sou poeta

Frase Cecília Meireles

Tenho fases, como a Lua; fases de ser sozinha, fases de ser só sua.

Frase Cecília Meireles

Quanto mais me despedaço, mais fico inteira e serena.

  • Em toda a vida, nunca me esforcei por ganhar nem me espantei por perder. A noção ou o sentimento da transitoriedade de tudo é o fundamento mesmo da minha personalidade.

  • Eu canto porque o instante existe e a minha vida está completa.

  • Adestrei-me com o vento e minha festa é a tempestade.

  • Eu deixo aroma até nos meus espinhos,ao longe, o vento vai falando de mim.

  • Se em um instante se nasce e um instante se morre, um instante é o bastante pra vida inteira.

  • Tentei, porém nada fiz…Muito, da vida, eu já quis.Já quis… mas não quero mais…

  • Liberdade de voar num horizonte qualquer, liberdade de pousar onde o coração quiser.

  • A maior pena que eu tenho, punhal de prata, não é de me ver morrendo, mas de saber quem me mata.

  • Também é ser, deixar de ser assim.

Rafaela Trevisan Cortes

Rafaela Trevisan Cortes, jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Revoltada por natureza, vê na comunicação uma oportunidade de extravasar a sua paixão por curiosidades, arte e conhecimento.

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