Castro Alves – História resumida e Principais Obras

Poeta brasileiro romântico, Castro Alves foi um dos mais renomados artistas e criadores do século XIX. Suas obras relataram as dificuldades da vida e da sociedade em sua época. Recebeu o título popular de Poeta dos Escravos graças ao teor crítico e expositório de suas obras com relação à realidade da vida no Brasil em meados dos anos 1860.

Sua poesia e literatura é estudada por acadêmicos até os dias atuais, sendo um dos mais renomados dentro mesmo da Academia Brasileira de Letras. Suas obras perpassam a realidade escravagista do país e todo o sofrimento do povo negro naqueles anos de prisão e segregação.

Influenciou principalmente a maneira como o registro histórico daquela época passou a tratar toda a situação dos escravos e a dura realidade que era parte da sociedade brasileira da época de sua juventude. Para a escola de arte do romantismo e até do parnasianismo, Castro Alves é um dos mais importantes representantes do que se chama de Terceira Geração Romântica Brasileira.

Uma curta vida, uma grande obra

Castro Alves nasceu e viveu em uma época em que não somente a escravidão era realidade, como as doenças que hoje não passam de um rumor e uma preocupação que se esvai com vacinas, remédios e tratamentos, podia matar. No caso do autor, a tuberculose.

Nascido na antiga vila de Curralinho, hoje cidade que recebe o nome do autor, Castro Alves, na Bahia, no ano de 1847, Antônio Francisco de Castro Alves foi desde cedo um grande estudioso e apaixonado pelas palavras e poesia.

Filho de um professor universitário de medicina desfrutou de uma vida confortável que o permitiu dedicar tempo aos estudos. Quando completou idade partiu, junto da família, para a cidade de Recife, em busca de um diploma de direito.

Na época a capital Pernambucana desfrutava de uma massiva e idealista corrente de abolição que movia a sociedade para uma visão mais republicana e liberal, o que pegou o autor e motivou sua busca pela temática e crítica ao sistema escravista.

Com 15 anos teve seu primeiro poema publicado no Jornal do Recife e a primeira experiência com o reconhecimento de sua recém descoberta habilidade com as palavras e versos.

Nos anos seguintes, depois de duas tentativas falhas de conseguir aprovação para os estudos do ensino superior em direito, aumenta a quantidade de poemas e começa a ir mais a fundo na temática de representação do que era o sofrimento do negro, do escravo, e de toda uma população que sofria nas mãos dos senhores.

Finalmente consegue a tão desejada aprovação para cursar direito na faculdade de Recife. Na mesma época a tuberculose, doença que afeta a família de Castro Alves, tendo tirado sua própria mãe quando o autor tinha apenas doze anos, mata também seu irmão.

No final do mesmo ano, devido também à questões de saúde ligadas à doença, Alves se afasta dos estudos e procura repouso e um estado melhor de saúde retornando a sua terra natal, Salvador.

Já em 1865, depois da morte do pai, ele retorna e termina seus estudos saindo de recife diplomado em direito, profissão que nunca seria desempenhada pelo autor. Nos anos seguintes seguiu escrevendo e entregando ao mundo poemas e publicações que ficariam marcadas na história como “Pedro Ivo”, “O Gonzaga ou a revolução de Minas” e “Navios Negreiros”.

Em uma de suas últimas viagens, para o Rio de Janeiro, Castro Alves chega a conhecer 

Machado de Assis, grande escritor brasileiro que viveu na mesma época. Machado de Assis, já participante dos meios literários, ocupou-se de ajudar o jovem poeta a embarcar em sua jornada nos meios literários.

Já de volta em Salvador Castro Alves finalmente publica sua primeira e única obra editada, “Espumas Flutuantes”, um compilado de poesia lírica onde realça a admiração e o romantismo da natureza e da sensualidade.

A tuberculose finalmente o leva no dia 6 de junho de 1871, com 24 anos e uma carreira brilhante, encurtada pela doença.

Poesias de Castro Alves

  • Adormecida
  • Espumas Flutuantes
  • Minhas Saudades
  • O Coração
  • Vozes d’África
  • O Navio Negreiro
  • As Duas Flores
  • Amemos! Dama Negra
  • Hinos do Equador
  • A Canção do Africano
  • A Cruz da Estrada
  • Amar e Ser Amado
  • O “Adeus” de Teresa
  • O Laço de Fita
  • A Cachoeira de Paulo Afonso
  • Ode ao Dois de Julho
  • Os Anjos da Meia Noite

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